| CNQ repudia a violência policial contra os mineiros sul-africanos em luta! |
|
|
|
| Escrito por CNQ |
| Qua, 22 de Agosto de 2012 13:51 |
|
As imagens disponíveis na internet, meios de comunicação, vídeos e fotos nos fazem tremer de indignação. Foi um massacre covarde e sem sentido, que privou da vida os que lutavam por ela. Nos solidarizamos com as mães, filhos e filhas, parentes, amigos, companheiros, camaradas e colegas orfanados por esta atrocidade, que nos faz lembrar, que assim como no Brasil, que os resquícios de regimes autoritários ainda estão profundamente entranhados nas culturas de nossos países.
Essa ação, com cheiro e cara do Apartheid que tanto machucou a história da humanidade, não pode passar sem uma resposta ampla do movimento dos trabalhadores, em escala global. Se atacam um, todos somos atacados. Se atacam 30, é hora de reagir em todo mundo.
Isso também nos faz lembrar que as empresas de mineração ao redor do globo colecionam uma desonrosa reputação de desrespeito aos direitos humanos, ao meio-ambiente e aos direitos fundamentais da classe trabalhadora. São mortes irreparáveis dos que se colocam contra a perpetuação desse quadro de violações, dos que ousam levantar a voz contra injustiça, dos que não calam diante do que é errado.
A alegação de que as forças policiais agiram em legítima defesa não pode ser tolerada. É necessário que hajam amplas investigações sobre o caso e reparação às famílias desamparadas. Enquanto a impunidade for regra, casos como esse, ou como nosso Eldorado dos Carajás, continuarão a manchar de sangue a história da humanidade e dos regimes que se supõem democráticos.
A liberdade sindical é um direito fundamental reconhecido pela OIT e um direito humano reconhecido pela ONU, portanto, temos a consciência sobre a importância de reforçar a solidariedade de classe para consolidar a jovem democracia, em especial, na região Sul do planeta.
Nós da CNQ-CUT, nós mineiros, nós trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, não calaremos diante da injustiça. Se esquecer dos que caíram em luta é matá-los de novo. No bom combate por um mundo mais justo, com trabalho digno e decente, com direitos humanos respeitados, o diálogo é uma saída e a violência não pode ser tolerada. Basta de massacres!
Fábio Lins - Secretaria de Relações Internacionais da CNQ Jorge Campos - Secretaria de Minérios da CNQ Lucineide Varjão - Coordenadora-Geral da CNQ Sérgio Novais - Secretaria de Finanças da CNQ e Comitê de Finanças da IndustriAll
|



A Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT, que representa trabalhadores de diversos ramos, entre eles o mineiro, em escala nacional, vem por meio desta repudiar veementemente o massacre de pelo menos 30 trabalhadores, e a prisão de outras centenas, pelas forças de segurança da África do Sul, em Marikana, na mina da empresa Lomina, a 100km de Johanesburgo.



Telefones: